terça-feira, 24 de novembro de 2009

Vidas :)

Vamos atravessar as pontes entre nós, vamos mudar o mundo, o que vimos e temos dele.

Vamos mudar a nossa vida, o nosso ser, a nossa alma, a nossa maneira de encarar o mundo!
vamos ser nós mesmo, durante um bocadinho de tempo!

Vamos ser assim!

É a nossa existência :) São anos de partilha!

Melhor amiga :D

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Diferente!


Abstraí-me de tudo o resto. E soube que queria que a vida fosse doutra maneira.

Eu queria que a vida tivesse outro sabor, outra textura, queria viver num mundo onde tudo fosse diferente.
Sempre acreditei que podia mudar o mundo, se me propusesse a tal.
Foi duro de ver um mundo que não muda quando eu estalo os dedos, foi duro ver um mundo de injustiça, foi duro ver um mundo onde o passado não volta, e onde tudo gira em orbitas de solidão.

Eu deixei de procurar um mundo perfeito, eu procurei a diferença.

A diferença foi a única coisa perfeita que vi do mundo, porque é a única que consegue ser como verdadeiramente é.
Nessa diferença, há uma diferença que nos difere de todos os outros: É DIFERENTE.
Nada é igual ao que foi, nada tem o mesmo sentido.
Encontrar a diferença fez o mundo ser visto de outra maneira, fez a amizade saber a verdadeiro.
Fez acreditar na diferença do mundo!

- Escreve na minha vida o que és, por onde passas, o que sou, o que vês. Encontra o algures que ninguém tem, diz o nada do meu pensamento. Fica no caminho, no antes, no depois e no durante que é este festival de ruas, labirintos e indecisões.
Sê diferente do que há, se igual ao que és, e ao que somos!
AMIZADE :)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Mochila


Eu usava uma mochila grande, uns sapatos demasiado caracteristicos, o cabelo amarrado bem lá em cima, que abanava conforme ia caminhando.

Às vezes ficava intalada na porta com a confusão, ou distraía-me a olhar para as pessoas com mais um metro do que eu.

Era pequena e frágil, tinha os meus amigos e a minha eterna mochila.

Caminhava pelos corredores desorientada, e olhava as pessoas com estranheza.

Apertava o casaco na mão, como se pudesse segurar o meu mundo e teletransportar-me para algo seguro. Não sabia onde estava.

Suspeito que o pára-quedas do destino não abriu e me largou ali, ao calhas, por situação de emergência.

Hoje nada sei. O tempo passou demasiado rápido para que pudesse assimilar alguma coisa. Vivi tanto quando pude, descobri tudo quanto havia por descobrir. Vi quem era, quem tinha sido, e quem podia ser.
Deixei de usar a mochila, cortei o rabo de cavalo gigantesco e os sapatos foram gradualmente trocados. Cresci, numa volta vertiginosa desta montanha russa, mas a vida vai sendo assim, vai me mostrando o pouco e nada que tem, o pouco e nada que oferece.

Apertei variadas vezes o casaco do medo contra a barriga. Nunca fui teletransportada. E ainda bem!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Palavras?


Palavras? Pra que as quero? Tudo é simples:
Abanamos as rotações do mundo, nada é igual, e o mundo pára ao nosso passo!

Esticas as mãos à felicidade e estremeces o mundo, pelo menos o que tenho dele.
Serás sempre parte do algures que ninguém tem.
afilhada :)

sábado, 15 de agosto de 2009

Retorno


Quis ter asas para voar, qual ave livre, por aí, pelo abstracto da vida.

Quis sair daqui e voltar ao meu passado desterrado pelas memórias que não têm retorno.

Quis personificar o que passou, voltar a dar-lhe vida, sentir e quantificar as emoções.

Sempre quis ter o que sempre tive. Simplesmente essa liberdade abastada, roubada, ou simplesmente imaginária.

Quero de volta tudo o que tive, quero o meu cavalo de pau montado nessas nuvens reluzentes, mesmo sabendo que ele nunca vai voltar dos meus pequenos e inimagináveis sonhos.

Quero o que falta, mesmo nem sabendo o que é...



sábado, 25 de julho de 2009

Pontes



Passo, e ultrapasso...


Caminho por ai, por onde calha...

Vejo nada, vejo tudo, vejo o que calha...

Faço a ponte lá e cá, cá e lá, e olho infinitamente para as mesmas coisas, que tudo me escondem e nada me dizem.

Continuam a existir demasiadas coisas que não vejo, que não crítico, que não guardo, e que tarde demais as tento apanhar.

Faço pontes, entre mim, entre nós, entre o mundo. Atravesso-as, fecho-as, deixo-as serem pisadas e sujas, mas nunca vejo tudo o que dão, tudo o que têm, tudo o que as molda, tudo o que as faz especiais.

Vejo tudo lá de cima...Tudo o que o nada me oferece!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Caminhadas


Há coisas na vida que desconhecemos, há sonhos que não foram seguidos, há caminhadas que não foram feitas.
Fazemos demasiadas perguntas, e nunca encontramos a resposta.
Fazemos demasiadas perguntas e nunca procuramos partir para a resposta.
Há montes por descobrir, há tarefas por realizar, há vida por viver.
Há perguntas em cada árvore, há respostas em cada raiz.
Há uma mochila que precisa de ser carregada e preenchida dia após dia.
Há sabedoria em cada pegada. Há vidas cruzadas em cada trilho.

Há demasiados percursos a serem feitos antes de se arrumarem as botas da caminhada, antes de se limparem as feridas, antes de deixar de tentar, antes de se descansar, antes de deixar de parar de viver.