Eu tenho um balão, áliás, sempre tive o mesmo balão. Um daqueles grandes e amarelos que me seguram e me mantem gravitante à Terra!
Desde pequena que o seguro, sem dar conta disso, e sei que ele próprio me equilibrava, e me protegia do mundo "dos grandes".
Eu só sabia que ele estava comigo, e que a minha infância estava bem e protegida.
Mas o balão não pode ficar para sempre preso ao meu pulso de criança e esvoaçar pelas minhas loucas corridas nas ruas da vida.
Se eu o largar ele voa e foge, porque está preso a mim e eu preciso dele, mas se eu nao o largar vou andar sempre com algo que já não me pertence!
Cheguei ao fim de uma etapa demasiado longa, e agora é tempo de o deixar voar por si próprio, tal como eu preciso de ganhar assas e voar por mim própria.
A minha infância metaformizada, talvez nunca rebente, talvez nunca se visivel no céu, mas viaja sempre, algures por aí!
"All the things you do, it was called "Yellow."
acho que todos nós temos um balão. outros grandes, outros mais pequenos. cabe a nós deixá-lo ir. :)
ResponderEliminarfoi bonito, gostei de ler (:
ResponderEliminarSaudades **